Espanha vence Coreia do Norte nos pênaltis e é campeã mundial feminina Sub-20
A Espanha conquistou o segundo título da Copa do Mundo Feminina Sub-20 ao derrotar a Coreia do Norte por 4 a 3 nos pênaltis, em Łódź. Após empate sem gols em 120 minutos, a goleira Laia López defendeu duas cobranças e decidiu uma final marcada por revanche.
A Espanha é a campeã da Copa do Mundo Feminina Sub-20 de 2026. Neste domingo, 27 de setembro, a seleção europeia venceu a Coreia do Norte por 4 a 3 nos pênaltis, depois de empate por 0 a 0 no tempo regulamentar e na prorrogação, no Stadion Miejski ŁKS, em Łódź, na Polônia.
A goleira Laia López foi a personagem decisiva da final ao defender duas cobranças norte-coreanas. O resultado garantiu à Espanha o segundo troféu mundial da categoria, após a conquista de 2022, e impediu a Coreia do Norte de repetir o título obtido em 2024.
Principais pontos
- Espanha venceu a Coreia do Norte por 4 a 3 nos pênaltis.
- A final terminou 0 a 0 após 120 minutos de jogo.
- Laia López defendeu as cobranças de Choe Yon-A e Pak Il-Sim.
- A Espanha conquistou seu segundo Mundial Feminino Sub-20.
- Silvia Cristóbal foi eleita a melhor jogadora da decisão.
- O Brasil caiu diante da campeã nas quartas de final, por 1 a 0.
Final de equilíbrio e poucas concessões
A decisão reuniu duas seleções que haviam feito campanhas quase impecáveis na Polônia. Espanha e Coreia do Norte chegaram a Łódź com seis vitórias cada, sustentadas por desempenhos muito sólidos nas duas fases do torneio. A expectativa de um confronto ofensivo, porém, deu lugar a uma partida tensa, de duelos físicos e margens mínimas para a criação.
A Espanha teve mais controle territorial, circulou a bola com paciência e tentou encontrar espaços diante de uma marcação compacta. Do outro lado, a Coreia do Norte se manteve disciplinada sem a bola e ameaçou em transições, especialmente quando a equipe espanhola deixou espaços após perdas no campo ofensivo.
A melhor oportunidade norte-coreana no tempo normal surgiu após uma falha defensiva da Espanha, mas Laia López evitou o gol em finalização de Ho Kyong. A seleção europeia também produziu chances, sem conseguir superar a resistência da goleira Pak Ju-Gyong. A análise oficial da final publicada pela FIFA registrou que o equilíbrio permaneceu até o fim da prorrogação.
Nos 30 minutos extras, Marisa García esteve perto de definir o título em duas ocasiões, ambas interrompidas por Pak. Sem gols em 120 minutos, a final precisou ser resolvida na disputa de pênaltis.
Vídeo: España vs. RPD de Corea | Highlights Copa Mundial Sub-20 Femenina | Final | Telemundo Deportes (Telemundo Deportes)
Laia López decide a disputa por pênaltis
Na série decisiva, a Espanha mostrou eficiência em quatro de suas cobranças. Marisa García, Celia Segura, Carla Julià e Daniela Agote converteram para a equipe europeia. A Coreia do Norte marcou três vezes, mas Laia López defendeu os chutes de Choe Yon-A e Pak Il-Sim.
A atuação da goleira espanhola mudou o desfecho de uma partida em que as defesas haviam prevalecido durante todo o tempo de bola rolando. Depois da última conversão espanhola, a equipe comemorou a vitória por 4 a 3 e o troféu em solo polonês.
- Placar no jogo: Espanha 0 x 0 Coreia do Norte.
- Disputa de pênaltis: Espanha 4 x 3 Coreia do Norte.
- Defesas de Laia López: cobranças de Choe Yon-A e Pak Il-Sim.
- Prêmio individual da final: Silvia Cristóbal foi a Visa Player of the Match.
O reconhecimento a Silvia Cristóbal resumiu também a consistência defensiva espanhola em uma final sem gols. A zagueira foi peça importante para conter a intensidade e as transições da adversária, antes de a definição passar para as mãos de López.
Números da final e das campanhas no Mundial Sub-20 de 2026
| Item | Espanha | Coreia do Norte |
|---|---|---|
| Placar da final | 0 (venceu nos pênaltis) | 0 (perdeu nos pênaltis) |
| Disputa de pênaltis | 4 | 3 |
| Campanha antes da final | 6 vitórias, 21 gols marcados e 1 sofrido | 6 vitórias, 16 gols marcados e 0 sofrido |
| Mata-mata antes da decisão | Portugal 2 x 0, Brasil 1 x 0, Itália 2 x 0 | Japão 2 x 0, Canadá 2 x 0, Colômbia 3 x 0 |
| Títulos no Sub-20 após 2026 | 2 | 1 |
Revanche por uma geração espanhola
O título teve valor adicional pela história recente entre as seleções. Espanha e Coreia do Norte haviam se enfrentado na final da Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2024, quando as norte-coreanas venceram por 4 a 3 nos pênaltis, após empate em 1 a 1. A decisão em Łódź reproduziu o método de desempate, mas alterou a vencedora.
O reencontro envolvia uma base significativa de atletas que viveram aquela final. Sete jogadoras espanholas e 18 das 21 convocadas da Coreia do Norte para o Mundial Sub-20 de 2026 haviam feito parte do ciclo anterior. Assim, o duelo carregava memória competitiva e uma motivação evidente para a seleção europeia.
Antes da decisão, a meio-campista Irune Dorado havia apontado publicamente o desejo de resposta diante das adversárias. A final confirmou que a Espanha soube administrar o peso daquele antecedente e encontrou uma forma de vencer mesmo sem transformar em gol o maior volume de jogo.
A Coreia do Norte, campeã em 2024, buscava se tornar a primeira seleção a conquistar dois títulos consecutivos na competição. A derrota encerrou essa possibilidade, mas não apagou a força de sua campanha nem a consistência de uma equipe que sustentou seu padrão de competitividade até o último chute.
“Para nós, foi uma maneira de fechar um ciclo bonito com uma geração brilhante, que alcançou muito sucesso nas categorias de base. As jogadoras fizeram um esforço tremendo. Estou muito feliz por elas, principalmente por vê-las felizes e recompensadas por todo o trabalho que fizeram para chegar até aqui e pelo esforço neste jogo. Foi uma partida muito dura, muito difícil, e elas tornaram tudo extremamente complicado para nós.”
— David Aznar, técnico da seleção espanhola Sub-20
Campanhas de alto nível na Polônia
A Espanha fechou o torneio com sete vitórias em sete partidas. Antes da final, havia marcado 21 gols e sofrido apenas um. No mata-mata, eliminou Portugal por 2 a 0, Brasil por 1 a 0 e Itália por 2 a 0, construindo uma trajetória marcada por controle de jogo e solidez coletiva.
A Coreia do Norte também entrou na final com aproveitamento de 100%. A equipe havia vencido Japão por 2 a 0, Canadá por 2 a 0 e Colômbia por 3 a 0 nas fases eliminatórias. Além disso, chegou à decisão sem sofrer gol, cenário que se manteve inclusive após o 0 a 0 em Łódź.
Com isso, apesar do vice-campeonato, as norte-coreanas se tornaram a primeira seleção a completar uma edição inteira da Copa do Mundo Feminina Sub-20 sem ser vazada durante partidas. Os gols em disputas de pênaltis não são contabilizados como tentos sofridos nas estatísticas do jogo.
O histórico e o caminho até a decisão ajudam a explicar a dimensão do confronto. A prévia da FIFA para a final entre Espanha e Coreia do Norte destacava o encontro entre as campeãs das duas edições anteriores e o contraste entre os estilos das duas seleções.
O Brasil e o peso da eliminação nas quartas
Para o Brasil, o título espanhol dá uma dimensão ainda maior ao resultado das quartas de final. A seleção brasileira foi eliminada em 19 de setembro justamente pela futura campeã, em derrota por 1 a 0. O gol foi marcado por Pau Comendador, em chute que desviou na defensora Thaynara.
A partida foi decidida por diferença mínima, em um confronto no qual o Brasil conseguiu competir, mas não teve êxito em buscar o empate. A Espanha, por sua vez, confirmou posteriormente sua capacidade de avançar em jogos equilibrados, tanto contra as brasileiras quanto na final diante da defesa norte-coreana.
A campanha brasileira não terminou com medalha, mas a queda diante da equipe campeã evidencia o grau de dificuldade do caminho no torneio. A Espanha eliminou três adversárias no mata-mata sem sofrer gols antes da decisão e manteve sua organização também no duelo mais duro da competição.
O Mundial foi disputado de 5 a 27 de setembro, na Polônia, e reuniu algumas das principais gerações em formação do futebol feminino internacional. A conquista espanhola reforça a continuidade de um projeto que segue colocando atletas jovens em grandes decisões.
Segundo título e consolidação de uma potência
A taça de 2026 é a segunda da Espanha na Copa do Mundo Feminina Sub-20. A seleção havia vencido a edição de 2022, disputada na Costa Rica, e agora volta ao topo após ser vice-campeã em 2018. Em quatro edições recentes, portanto, a equipe alcançou três finais e venceu duas.
Mais do que um resultado isolado, a sequência aponta para a profundidade do trabalho espanhol nas categorias de base. A equipe revelou competitividade em diferentes cenários: venceu partidas com controle ofensivo durante o mata-mata e suportou uma final de baixa margem contra uma adversária de enorme rigor defensivo.
O técnico David Aznar valorizou o percurso e a resiliência de suas jogadoras após a conquista. Para o treinador, a resposta em uma partida de tamanha exigência representou o encerramento ideal de um ciclo vitorioso para a geração.
A Coreia do Norte, embora derrotada, deixa a Polônia com sinais igualmente relevantes. A campanha invicta no tempo de jogo, a marca defensiva inédita e a presença em mais uma final mantêm a seleção asiática entre as referências mundiais da formação feminina.
Fim do Mundial e novos desafios para as jogadoras
Com a decisão em Łódź, a Copa do Mundo Feminina Sub-20 de 2026 está encerrada. Não há outras partidas previstas no torneio, e as atletas retornam agora a seus clubes, enquanto Espanha e Coreia do Norte deverão reorganizar seus grupos para os próximos compromissos das categorias de base e possíveis convocações às seleções principais.
Para a Espanha, o segundo título mundial Sub-20 amplia uma trajetória recente de protagonismo e oferece mais um grupo de jogadoras com experiência de decisão internacional. A Coreia do Norte sai derrotada no placar final, mas preserva a condição de adversária central no cenário do futebol feminino de base.
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Editor-chefe do Patinhar. Coordena a pauta de tecnologia e tutoriais, revisa cada publicação antes de ir ao ar e responde pelas correções e atualizações do conteúdo.
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