Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Flávia leva ouro na trave e Rebeca é prata em dobradinha na Copa do Mundo

Flávia Saraiva venceu a final da trave de equilíbrio com 13,766 pontos, seguida por Rebeca Andrade, que marcou 13,600, em Szombathely. A dobradinha brasileira ocorreu um dia após Flávia faturar o ouro nas barras assimétricas e reforça a preparação para o Mundial de Roterdã.

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Flávia Saraiva conquistou a medalha de ouro e Rebeca Andrade ficou com a prata na final da trave de equilíbrio da etapa de Szombathely, na Hungria, da Copa do Mundo de Ginástica Artística. A dobradinha brasileira foi definida neste domingo, 20 de setembro de 2026, com 13,766 pontos para Flávia e 13,600 para Rebeca.

O resultado amplia o protagonismo de Flávia no torneio: no sábado, 19 de setembro, ela já havia vencido as barras assimétricas. Para Rebeca, a medalha marca um retorno competitivo relevante à trave, aparelho que ela não disputava internacionalmente desde 2024, a poucas semanas do Mundial de Roterdã, na Holanda.

Principais pontos

  • Flávia Saraiva foi ouro na trave com 13,766 pontos.
  • Rebeca Andrade levou a prata ao somar 13,600.
  • Flávia já havia vencido as barras assimétricas no sábado.
  • A húngara Gréta Mayer caiu na final e fez 12,300.
  • Rebeca voltou a competir na trave em uma etapa de Copa do Mundo.
  • O Mundial de Roterdã será disputado em outubro de 2026.

Dobradinha brasileira na decisão da trave

A final da trave em Szombathely colocou duas das principais referências da ginástica artística brasileira no topo da classificação. Flávia Saraiva apresentou uma série segura e terminou com 13,766 pontos, nota que lhe garantiu o ouro. Rebeca Andrade, que entrou na competição como uma das favoritas após liderar a classificatória, recebeu 13,600 e assegurou a prata.

A diferença entre as brasileiras foi de 0,166 ponto. Rebeca chegou a ocupar a liderança provisória da final, mas Flávia respondeu em seguida e fechou a disputa na primeira colocação. A apresentação da campeã foi suficiente para confirmar o segundo título dela na etapa húngara.

A anfitriã Gréta Mayer, que havia dividido o primeiro lugar do classificatório com Rebeca, sofreu uma queda durante a série decisiva. Com 12,300 pontos, a ginasta húngara ficou fora do pódio, alterando o cenário de uma final que começou com forte expectativa local.

Vídeo: Rebeca e Flávia na Hungria: o que esperar antes do Mundial? (Mundo Sem Roteiro)

Flávia confirma excelente fim de semana

O ouro na trave veio menos de 24 horas depois de Flávia vencer a final das barras assimétricas. No sábado, a brasileira totalizou 13,366 e superou a norte-americana Tatum Drusch, prata com 13,300, e a eslovaca Barbora Kundrat, bronze com 13,233.

Nas barras, Lorrane Oliveira ficou perto do pódio ao obter 13,166 pontos, em quarto lugar. A campanha evidenciou a consistência brasileira no aparelho e deu a Flávia uma conquista internacional importante em um momento de retomada de protagonismo no individual geral.

O desempenho de Flávia no torneio ganha dimensão pela variedade de aparelhos em que avançou. Ela se classificou para as finais de barras, trave e solo. Até a atualização disponível neste domingo, há confirmação de seus dois ouros — barras e trave —, mas não há resultado verificável consolidado para a final do solo.

A campanha de Flávia nas barras assimétricas divulgada pela CBG registra a composição completa do pódio e a colocação de Lorrane na decisão.

Resultados confirmados das brasileiras em Szombathely

ProvaGinastaColocaçãoNota
Trave — final, 20 de setembroFlávia SaraivaOuro13,766
Trave — final, 20 de setembroRebeca AndradePrata13,600
Barras assimétricas — final, 19 de setembroFlávia SaraivaOuro13,366
Barras assimétricas — final, 19 de setembroLorrane Oliveira4º lugar13,166
Trave — classificatória, 18 de setembroRebeca Andrade1º lugar empatada14,100
Trave — classificatória, 18 de setembroFlávia Saraiva3º lugar13,833

Retorno de Rebeca à trave rende medalha

A prata tem significado particular para Rebeca. A etapa em Szombathely representa sua primeira participação em uma Copa do Mundo após mais de dois anos e meio, e a trave não fazia parte de sua rotina competitiva internacional desde 2024.

Na classificatória, em 18 de setembro, Rebeca foi a melhor da fase ao lado de Gréta Mayer: ambas fizeram 14,100. A brasileira apresentou dificuldade de 5,9, nota também alcançada por Flávia, que passou em terceiro lugar com 13,833. Na final, mesmo sem uma execução totalmente limpa, Rebeca manteve uma pontuação de nível internacional e voltou ao pódio.

O planejamento da ginasta nesta etapa foi concentrado. Após retorno às competições em 2026, ela optou pela trave em Szombathely, dentro de um calendário voltado à evolução progressiva antes dos compromissos mais relevantes da temporada.

Antes da viagem à Hungria, Rebeca havia voltado a disputar uma etapa de Copa do Mundo depois de uma pausa prolongada, conforme o histórico de retorno de Rebeca Andrade ao circuito.

“Tô muito feliz, mas o mais importante é estar de volta nos quatro aparelhos. Estou muito realizada de estar com meu clube e poder dar meu melhor.”

— Flávia Saraiva, ginasta, após o título brasileiro do individual geral em agosto

Números das principais finais brasileiras

As notas registradas nas duas finais confirmadas mostram equilíbrio nas barras e uma margem mais confortável para Flávia na trave. Nas barras assimétricas, os quatro primeiros lugares ficaram separados por apenas 0,200 ponto. Já na trave, a campeã superou Rebeca por 0,166.

Confira os resultados confirmados das decisões femininas com presença brasileira em Szombathely:

  • Trave: Flávia Saraiva, ouro, 13,766; Rebeca Andrade, prata, 13,600.
  • Barras assimétricas: Flávia Saraiva, ouro, 13,366; Lorrane Oliveira, quarta, 13,166.
  • Classificatória da trave: Rebeca Andrade, 14,100; Flávia Saraiva, 13,833.
  • Classificatória do solo: Lorrane Oliveira, 12,966; Flávia Saraiva, 12,933.

A presença de Flávia e Lorrane na final do solo foi assegurada pela fase classificatória. Porém, sem a confirmação de placar final por fontes oficiais ou jornalísticas verificáveis até o fechamento, não é possível atribuir colocação ou medalha às brasileiras nessa prova.

Brasil também teve classificados no masculino

A delegação brasileira chegou a Szombathely com um número expressivo de vagas em decisões. Ao término das classificatórias, o país havia assegurado 11 presenças em finais, considerando os aparelhos femininos e masculinos.

Entre os homens, Arthur Nory classificou-se para a barra fixa na liderança, com 13,966 pontos. Lucas Bitencourt avançou em quinto nas paralelas, após marcar 13,233. Os resultados ampliaram a participação brasileira no último bloco do torneio, embora os placares finais dessas provas não estejam confirmados neste levantamento.

Caio Souza, inicialmente classificado para as finais de argolas, paralelas e barra fixa, sofreu lesão no bíceps braquial durante as argolas no sábado. Por orientação médica, foi retirado das duas provas restantes e retornará ao Brasil para exames complementares.

Projeção para o Mundial de Roterdã

A Copa do Mundo na Hungria integra a preparação do Brasil para o Campeonato Mundial de Ginástica Artística, previsto para outubro, em Roterdã. A dobradinha na trave sinaliza uma possibilidade concreta de o país contar com duas séries de alto nível no aparelho em um torneio de peso.

Flávia deixa a etapa com duas vitórias e a confirmação de que consegue ser competitiva em mais de um aparelho. Em agosto, no Campeonato Brasileiro, ela havia conquistado pela primeira vez o título do individual geral, com 53,900 pontos, além de vencer as finais nacionais de trave e solo.

Rebeca, por sua vez, somou uma referência competitiva positiva em seu retorno à trave. A nota de 13,600 na final não encerra o processo de ajuste da série, mas oferece à comissão técnica e à atleta um indicador concreto para a sequência de preparação.

Atenção volta-se ao Mundial e aos resultados pendentes

Com ouro e prata na trave, Flávia Saraiva e Rebeca Andrade encerram a etapa de Szombathely com um resultado expressivo para a ginástica brasileira. Flávia já tem dois títulos confirmados no fim de semana, enquanto Rebeca transforma a volta à trave em medalha internacional.

O próximo foco é o Mundial de Roterdã, em outubro. Antes disso, permanece a expectativa pela confirmação oficial do resultado da final do solo feminino, que reuniu Flávia e Lorrane Oliveira neste domingo, além das definições das provas masculinas com brasileiros classificados.

Referências

  1. Flávia Saraiva conquista ouro nas paralelas assimétricas na etapa de Szombathely da Copa do Mundo (Confederação Brasileira de Ginástica)
  2. Brasil garante 11 vagas em finais na etapa de Szombathely da Copa do Mundo de Ginástica Artística (Confederação Brasileira de Ginástica)
  3. Flávia e Rebeca fazem dobradinha na trave em etapa da Copa do Mundo (BOL/UOL)
  4. Rebeca Andrade vai voltar a disputar etapa de Copa do Mundo após dois e meio (ge)

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Editor-chefe do Patinhar. Coordena a pauta de tecnologia e tutoriais, revisa cada publicação antes de ir ao ar e responde pelas correções e atualizações do conteúdo.

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