Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Ancelotti testa Raphinha como falso 9 antes de novo amistoso com a Austrália

Carlo Ancelotti iniciou a preparação da Seleção Brasileira para reenfrentar a Austrália com Raphinha centralizado como falso 9. O treino deste domingo, 27 de setembro, teve sete mudanças em relação ao empate por 1 a 1 em Townsville e indicou busca por mais controle no meio-campo.

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Carlo Ancelotti testou Raphinha como centroavante móvel no treino da Seleção Brasileira deste domingo, 27 de setembro de 2026, em preparação para o segundo amistoso diante da Austrália. O duelo será disputado na terça-feira, 29, às 7h de Brasília, no Suncorp Stadium, em Brisbane.

O ensaio teve sete alterações em relação ao time que iniciou o empate por 1 a 1 em Townsville, na sexta-feira, 25. A atividade sugere uma tentativa de dar mais fluidez ao setor ofensivo brasileiro, mas não representa confirmação da escalação que entrará em campo.

Principais pontos

  • Raphinha foi centralizado como falso 9 no treino de domingo.
  • Ancelotti promoveu sete mudanças no time em relação ao primeiro amistoso.
  • Brasil e Austrália empataram por 1 a 1 em Townsville, no dia 25.
  • Rayan e Vinicius Junior foram treinados pelos lados do ataque.
  • A definição da equipe e do goleiro titular ainda depende dos próximos treinos.

Novo desenho ofensivo em Brisbane

O Brasil trabalhou em uma formação com características de 4-3-3, tendo Otávio no gol; Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães e Mauro Júnior na defesa; Danilo Santos, Bruno Guimarães e Gabriel Bontempo no meio-campo; e Rayan, Raphinha e Vinicius Junior no ataque.

No principal movimento observado, Raphinha atuou por dentro, sem a obrigação de permanecer fixo entre os zagueiros. A função de falso 9 permite que o atacante recue para participar da construção das jogadas, abra espaços na área e atraia marcadores, enquanto os atletas pelos lados atacam os corredores e fazem diagonais.

A ideia pode aproximar a Seleção de uma ocupação mais equilibrada entre meio e ataque. No primeiro amistoso, o Brasil utilizou Endrick como referência, com Raphinha, Estêvão e Vinicius Junior em uma linha ofensiva de grande mobilidade, mas teve dificuldades para estabelecer controle territorial e criar com regularidade.

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Sete mudanças após o empate em Townsville

O amistoso de 25 de setembro terminou em 1 a 1 no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville. Irankunda marcou para a Austrália aos 22 minutos do segundo tempo, e Rayan buscou a igualdade brasileira aos 49 minutos da etapa final.

Naquela partida, Ancelotti começou com Hugo Souza; Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis e Douglas Santos; Danilo Santos e Bruno Guimarães; Raphinha, Estêvão, Endrick e Vinicius Junior. Matheuzinho e Vitor Reis fizeram suas estreias pela equipe principal.

Entre os jogadores de linha, somente Danilo Santos, Bruno Guimarães, Raphinha e Vinicius Junior foram mantidos na equipe treinada neste domingo. A mudança amplia as opções de observação do treinador em uma Data Fifa marcada pela renovação do elenco.

O resultado e os detalhes do primeiro encontro estão registrados na análise da CBF sobre o empate entre Brasil e Austrália em Townsville.

Brasil na série de amistosos de setembro e outubro de 2026

DataJogoLocalSituação
25 de setembro de 2026Austrália 1 x 1 BrasilQueensland Country Bank Stadium, TownsvilleEncerrado
29 de setembro de 2026Brasil x AustráliaSuncorp Stadium, Brisbane7h de Brasília
3 de outubro de 2026Índia x BrasilSalt Lake Stadium, Calcutá11h de Brasília

Por que Raphinha pode funcionar centralizado

O teste na Seleção dialoga com o momento recente do atacante no Barcelona. Raphinha passou a desempenhar uma função mais central no clube espanhol, com liberdade para cair pelos flancos e aparecer entre as linhas de marcação. Por isso, a alteração promovida por Ancelotti não se trata de uma adaptação inteiramente nova para o jogador.

Em vez de oferecer um alvo físico constante dentro da área, o falso 9 procura criar conexões. Quando se desloca para trás, pode gerar superioridade numérica no meio, melhorar o último passe e abrir o espaço antes ocupado por ele para infiltrações de pontas e meias.

No desenho ensaiado, Rayan pode atacar a profundidade e chegar à zona de finalização, enquanto Vinicius Junior mantém a capacidade de desequilíbrio a partir do lado esquerdo. Gabriel Bontempo, ao lado de Danilo Santos e Bruno Guimarães, tende a dar uma opção adicional de passe na faixa central.

Há, porém, um contraponto: sem um centroavante de referência, a equipe pode perder presença física em cruzamentos e disputas contra os defensores australianos. A execução dependerá da intensidade das movimentações e da ocupação da área pelos atletas que partem de trás.

“O momento dos dois é diferente. Obviamente, Raphinha está fazendo uma coisa espetacular em uma posição que não era sua, mas parece que agora é sua também. E o Vini pode ser que não esteja em seu melhor momento, mas a convicção que temos dos dois é que vão ser jogadores fundamentais para o futuro.”

— Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira

O que o teste tático revela

A atividade de domingo deve ser lida como um laboratório, não como anúncio antecipado de escalação. O próprio rodízio no gol reforça essa cautela: Otávio iniciou entre os titulares, mas Hugo Souza e Morisco também participaram dos trabalhos, sem uma definição pública da escolha para Brisbane.

Ainda assim, a presença de três meio-campistas e a mudança de função de Raphinha apontam para uma busca objetiva: reduzir a distância entre os setores. Contra a Austrália em Townsville, o Brasil demorou a encontrar caminhos e precisou dos acréscimos para evitar a derrota.

  • Mais controle: três jogadores por dentro podem dar melhores linhas de passe.
  • Mobilidade: Raphinha pode alternar posições com os atacantes dos lados.
  • Profundidade: Rayan e Vinicius Junior têm condições de atacar espaços vazios.
  • Risco aéreo: a ausência de uma referência fixa pode limitar a presença na área.

O Brasil ainda terá sessões de treinamento antes da partida de terça-feira. Portanto, alterações de nomes e de estrutura permanecem possíveis até a divulgação oficial do time.

Confiança de Ancelotti no atacante

A escolha de Raphinha para a função central ocorre em meio a elogios públicos de Ancelotti ao desempenho do jogador. Antes do primeiro amistoso, o técnico destacou a evolução do atacante em uma posição diferente daquela que costumava exercer.

O treinador também ressaltou a importância de Raphinha e Vinicius Junior para o novo momento da Seleção, apesar de identificar fases individuais distintas. A avaliação ajuda a contextualizar a manutenção dos dois no treino, mesmo com as várias mudanças realizadas na equipe.

“O momento dos dois é diferente. Obviamente, Raphinha está fazendo uma coisa espetacular em uma posição que não era sua, mas parece que agora é sua também. E o Vini pode ser que não esteja em seu melhor momento, mas a convicção que temos dos dois é que vão ser jogadores fundamentais para o futuro.”

A declaração e a lista de atletas do ciclo foram publicadas pela CBF na convocação dos 26 jogadores da Seleção Brasileira.

Data Fifa serve para consolidar alternativas

Os amistosos contra Austrália e Índia fazem parte do processo de reconstrução da Seleção após a Copa do Mundo de 2026. O grupo convocado reúne novidades e atletas que buscam se firmar, contexto que aumenta o peso de testes táticos e da distribuição de minutos em campo.

Depois do compromisso em Brisbane, o Brasil viajará para Calcutá. O confronto com a Índia está marcado para sábado, 3 de outubro, às 11h de Brasília, no Vivekananda Yuba Bharati Krirangan, também conhecido como Salt Lake Stadium.

O duelo será inédito entre as seleções. Até lá, Ancelotti poderá avaliar se a mobilidade de Raphinha pelo centro oferece uma resposta consistente ao problema de criação exibido no primeiro jogo contra os australianos.

Definição fica para os próximos treinamentos

O segundo amistoso diante da Austrália será a oportunidade imediata para a Seleção apresentar resposta ao desempenho de Townsville. A manutenção de Raphinha como falso 9 dependerá da avaliação de Ancelotti nas atividades que antecedem o jogo em Brisbane.

Mais do que a escolha de um nome para o centro do ataque, o teste coloca em debate o funcionamento coletivo do Brasil. A equipe busca uma estrutura capaz de aproximar seus principais criadores, preservar a aceleração pelos lados e recuperar controle em partidas de maior exigência.

Referências

  1. Carlo Ancelotti analisa empate do Brasil com a Austrália em Townsville (CBF)
  2. Carlo Ancelotti convoca os 26 jogadores que vão tentar o hexa na Copa do Mundo (CBF)

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Editor-chefe do Patinhar. Coordena a pauta de tecnologia e tutoriais, revisa cada publicação antes de ir ao ar e responde pelas correções e atualizações do conteúdo.

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