Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Escuro
Tênis

Brasil vence a Suíça por 3 a 0 e avança aos Qualifiers da Copa Davis de 2027

Com viradas de João Fonseca e Gustavo Heide na sexta-feira e vitória de Rafael Matos e Orlando Luz nas duplas, o Brasil fechou 3 a 0 sobre a Suíça na Farmasi Arena. O resultado leva a equipe aos Qualifiers de 2027, etapa que pode abrir caminho à disputa pelo título mundial.

Por Publicado em 7 min de leitura
Exportar PDF Exportar Word Ver Web Story

O Brasil garantiu neste sábado, 19 de setembro de 2026, uma vaga nos Qualifiers da Copa Davis de 2027 ao fazer 3 a 0 sobre a Suíça, em série válida pelo Grupo Mundial I. A definição ocorreu na Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com o triunfo de Orlando Luz e Rafael Matos no jogo de duplas.

Depois das vitórias de João Fonseca e Gustavo Heide, ambas de virada, na sexta-feira, a parceria brasileira superou Jakub Paul e Dominic Stricker por 7/6 (7-1) e 6/2. Como o confronto é disputado em até cinco partidas, a terceira vitória tornou impossível uma reação suíça e confirmou a promoção brasileira.

Principais pontos

  • Brasil encerrou a série diante da Suíça com placar de 3 a 0.
  • João Fonseca venceu Dominic Stricker após perder o primeiro set.
  • Gustavo Heide derrotou Stan Wawrinka em duelo de 2h37.
  • Orlando Luz e Rafael Matos confirmaram a classificação nas duplas.
  • A equipe disputará os Qualifiers da Copa Davis em 2027.
  • A vaga na fase final de 2027 ainda dependerá de novas vitórias.

O que representa a classificação brasileira

O resultado no Rio recoloca o Brasil na etapa qualificatória do Grupo Mundial da Copa Davis. Na prática, a equipe assegurou o direito de disputar os Qualifiers de 2027, torneio que distribui vagas para a fase final e mantém aberta a possibilidade de lutar pelo título mundial por equipes.

É importante separar os dois objetivos. O 3 a 0 sobre os suíços não classifica diretamente o país para a fase decisiva de 2027. A seleção precisará avançar nas duas etapas dos Qualifiers previstas para a próxima temporada, em calendário cujos adversários, datas e sedes ainda não foram anunciados.

A série também evitou a queda para o Grupo Mundial II. A Suíça, derrotada no confronto de promoção e rebaixamento, deixa o Rio sem pontos e terá de buscar sua recuperação em divisão inferior.

Vídeo: BRASIL 2x0 NA SUÍÇA! João Fonseca e Heide vencem de VIRADA na Copa Davis! (Gran Willy)

Fonseca volta com vitória de virada

João Fonseca abriu o confronto na sexta-feira, 18 de setembro, diante de Dominic Stricker. O brasileiro retornava às competições após mais de um mês afastado por um problema muscular abdominal, que havia levado ao abandono no Masters 1000 de Cincinnati e à ausência no US Open.

Stricker começou melhor e levou o primeiro set por 6/4, mas Fonseca cresceu a partir da segunda parcial. O número 1 brasileiro venceu por 4/6, 6/3 e 6/2, em 1h59, e colocou a seleção em vantagem na Farmasi Arena.

A recuperação do tenista teve peso esportivo e emocional. Antes do duelo, ele havia pedido o apoio do público para um desafio considerado importante. Sua vitória deu à equipe de Jaime Oncins uma largada fundamental em uma eliminatória em que cada ponto alterava a pressão sobre os jogos seguintes.

O desempenho ampliou um histórico já positivo de Fonseca em partidas de simples pelo Brasil no Grupo Mundial. Antes desta rodada, ele somava quatro triunfos e duas derrotas na competição.

Brasil x Suíça: jogos concluídos na Copa Davis

DataPartidaPlacarDuração
18/09/2026João Fonseca x Dominic Stricker4/6, 6/3 e 6/21h59
18/09/2026Gustavo Heide x Stan Wawrinka4/6, 7/6 e 6/42h37
19/09/2026Orlando Luz/Rafael Matos x Jakub Paul/Dominic Stricker7/6 (7-1) e 6/2Não informado

Heide supera Wawrinka e amplia a vantagem

O segundo ponto brasileiro foi conquistado por Gustavo Heide, que venceu Stan Wawrinka por 4/6, 7/6 e 6/4, em 2h37. O brasileiro também precisou reagir após perder a primeira parcial, mas teve consistência para equilibrar o jogo e conquistar o tie-break que mudou o rumo da partida.

Wawrinka, aos 41 anos, chegou ao Rio em sua última participação pela equipe suíça na Copa Davis. Ex-número 3 do mundo, tricampeão de Grand Slam e campeão da Davis em 2014, ele ainda carregava a experiência de uma longa trajetória internacional, mas não foi suficiente para conter a reação de Heide.

Com o 2 a 0 ao fim da sexta-feira, o Brasil transferiu toda a responsabilidade para a Suíça na abertura do segundo dia. A dupla brasileira passou a ter a chance de encerrar a série sem a necessidade dos dois jogos de simples reversos.

Para entender a composição do time dirigido por Jaime Oncins, vale consultar a convocação do Brasil para o confronto contra a Suíça, que reuniu também Matheus Pucinelli, além de Fonseca, Heide, Luz e Matos.

“São poucas oportunidades que temos de jogar no Brasil como o Rio Open, e a Copa Davis, fazia bastante tempo que não tínhamos a oportunidade. Então acho que vai ser um final de semana bem especial, a torcida faz bastante barulho, é jogar com a energia alta, bastante intensidade.”

— Rafael Matos, tenista brasileiro

Dupla suporta pressão e define a série

Orlando Luz e Rafael Matos entraram em quadra neste sábado sabendo que uma vitória selaria o confronto. Diante de Jakub Paul e Dominic Stricker, os brasileiros enfrentaram um primeiro set equilibrado e cheio de momentos de tensão antes de dominarem o desfecho.

A parceria teve cinco set points no 12º game, mas viu os suíços evitarem a definição e levarem a parcial ao tie-break. No desempate, porém, Luz e Matos foram superiores do início ao fim: fecharam por 7 a 1 e ganharam confiança para a sequência do jogo.

No segundo set, a dupla brasileira confirmou o controle com duas quebras de serviço e fez 6/2. O resultado de 7/6 (7-1) e 6/2 garantiu o terceiro ponto da seleção e tornou os jogos restantes dispensáveis para a definição do vencedor.

A atuação reforçou a importância de uma parceria que chegava ao confronto embalada por conquistas relevantes. Luz e Matos haviam vencido os Masters 1000 de Montreal e Cincinnati em 2026, credenciais que se refletiram na segurança apresentada no momento decisivo.

Campanha brasileira na Farmasi Arena

O placar final de 3 a 0 não resume totalmente o grau de dificuldade dos três jogos. Nos dois duelos de simples, o Brasil perdeu o set inicial e precisou encontrar alternativas para virar. Nas duplas, foi necessário sobreviver a um primeiro set apertado antes de uma vitória mais confortável na segunda parcial.

  • João Fonseca x Dominic Stricker: 4/6, 6/3 e 6/2, em 1h59.
  • Gustavo Heide x Stan Wawrinka: 4/6, 7/6 e 6/4, em 2h37.
  • Orlando Luz/Rafael Matos x Jakub Paul/Dominic Stricker: 7/6 (7-1) e 6/2.

O roteiro evidencia a distribuição de forças do elenco: Fonseca liderou o simples em seu retorno, Heide entregou um resultado expressivo contra um adversário de grande currículo e a dupla consolidada resolveu o confronto na primeira oportunidade disponível.

O início de 2 a 0 também foi detalhado na cobertura das vitórias de Fonseca e Heide na sexta-feira. A vantagem construída no primeiro dia diminuiu o peso sobre Luz e Matos, que puderam jogar pela definição imediata da série.

O que pode acontecer após o 3 a 0

Originalmente, a programação previa ainda os confrontos de João Fonseca contra Stan Wawrinka e de Gustavo Heide diante de Dominic Stricker. Entretanto, não havia confirmação até a tarde deste sábado sobre a realização dessas partidas depois de o Brasil assegurar o placar irreversível de 3 a 0.

Independentemente de eventuais partidas remanescentes, o objetivo competitivo da semana já foi alcançado. O Brasil venceu o Grupo Mundial I e terá uma nova oportunidade de percorrer o caminho até a fase final da Copa Davis em 2027.

O capitão Jaime Oncins havia ressaltado, antes da série, o valor da presença de Fonseca no grupo após o período de recuperação física. A equipe respondeu com vitórias em todos os jogos efetivamente concluídos até a confirmação da classificação.

Brasil mira a próxima etapa em 2027

A vitória sobre a Suíça devolve o Brasil à rota de acesso à fase final da Copa Davis, mas não encerra a missão. Em 2027, a seleção terá de superar duas rodadas de Qualifiers para transformar a promoção conquistada no Rio em vaga na disputa pelo troféu.

Até a divulgação da próxima tabela, o time brasileiro comemora uma série construída com recuperação nos simples e autoridade nas duplas. O desafio seguinte será sustentar esse nível quando forem definidos adversário, sede e datas da campanha de 2027.

Referências

  1. Fonseca vence e chora, Heide bate Wawrinka, e Brasil abre vantagem na Davis (UOL)
  2. Copa Davis: João Fonseca lidera convocação do Brasil contra Suíça (ge)
  3. Copa Davis no Rio: Wawrinka enfrenta João Fonseca em despedida (ge)
  4. Rafael Matos projeta Copa Davis no Rio: 'Vai ser bem especial' (CNN Brasil)

Escrito por

Editor-chefe

Editor-chefe do Patinhar. Coordena a pauta de tecnologia e tutoriais, revisa cada publicação antes de ir ao ar e responde pelas correções e atualizações do conteúdo.

Ver todas as publicações

Leia também